Número de igrejas evangélicas dobra em uma década e chega a 4.800 na Espanha
Milhares de pessoas participaram do Festival Esperança, em Madri, liderado pelo evangelista Franklin Graham. (Foto: Franklin_Graham/X)
A Espanha vive um crescimento visível do movimento evangélico, impulsionado principalmente pela chegada de imigrantes latino‑americanos e pela maior presença pública de grandes eventos.
O avanço, que já vinha se consolidando ao longo da última década, ganhou novo destaque com a realização do Festival da Esperança em Madri.
Milhares de pessoas cantaram, ergueram as mãos e acompanharam o evento realizado nos dias 30 e 31 de maio no Palácio Vistalegre, dirigido pelo evangelista Franklin Graham, presidente da Associação Evangelística Billy Graham.
“A Espanha precisa de esperança, e essa esperança encontra-se em Jesus Cristo”, afirmou Graham perante o público.
Quase 4.800 igrejas
Segundo a Euronews, a Espanha registrou 4.763 templos evangélicos em 2025, quase o dobro do número existente em 2011.
A Catalunha concentra atualmente 1.010 igrejas evangélicas, seguida da capital, Madri, com 855, da Andaluzia com 744 e da Comunidade Valenciana com 510.
O crescimento tem sido especialmente visível na região de Madri. Dados do Observatório indicam que o número de igrejas evangélicas passou de cerca de 662 para 855 em apenas uma década, mostrando a força da expansão no principal centro urbano do país.
O que durante décadas esteve associado a pequenas congregações de bairro hoje é capaz de lotar alguns dos maiores espaços da Espanha.
Aumento de templos
Embora a Igreja Católica siga amplamente majoritária, com 22.922 locais de culto registrados, as igrejas evangélicas já representam mais da metade de todos os centros religiosos pertencentes a confissões não católicas.
Organizações evangélicas estimam que a comunidade no país reúna cerca de 1,5 milhão de pessoas, embora não existam estatísticas oficiais precisas sobre o número de fiéis.
O avanço não aparece apenas no aumento de templos.
Segundo várias organizações evangélicas, a presença das igrejas também cresceu em universidades, associações de moradores, meios de comunicação, eventos públicos e redes sociais – um salto de visibilidade muito maior do que o observado há apenas duas décadas.
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