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Nova York quer apagar na linguagem “mãe” e “pai” na lei

Como a mudança na linguagem familiar reflete uma agenda ideológica

Nova York quer apagar na linguagem “mãe” e “pai” na lei
Projeto de lei altera termos familiares em Nova York. - Foto: Christian Post/Por Tony Perkins — www.christianpost.com — texto adaptado

Movimentos políticos sempre compreenderam que a linguagem molda a cultura. Desde a Revolução Francesa até os movimentos marxistas na Europa e regimes comunistas na Ásia, líderes ideológicos buscaram avançar suas agendas não apenas pelo poder político, mas também por meio da transformação linguística.


Ao redefinir termos familiares, valorizar expressões preferidas e marginalizar a linguagem tradicional, eles tentam remodelar a compreensão pública da própria realidade. Como George Orwell observou com clareza, a corrupção da linguagem frequentemente antecede a corrupção do pensamento.


O exemplo mais recente do marxismo cultural que tomou conta de estados democratas como Nova York é o projeto de lei S.9316, aguardando a assinatura da governadora Kathy Hochul (D). Seus apoiadores o descrevem como uma medida que realiza revisões técnicas na legislação familiar do estado. No entanto, o impacto vai muito além disso, levantando uma questão fundamental: o que acontece quando a ideologia substitui a realidade?


Alterações na linguagem e seus impactos

O projeto é oficialmente apresentado como a substituição dos termos “paternidade” e “filiação” por “parentalidade” em toda a legislação estadual. Mas uma das mudanças mais significativas é a substituição das palavras “mãe” por “pai gestante” e “pai” por “pai não gestante”. Por enquanto, essa alteração se limita aos textos legais estaduais, não afetando, por exemplo, os cartões do Dia dos Pais que você comprou.


Se a governadora Hochul sancionar essa lei, diversos termos parentais específicos de gênero serão substituídos por uma linguagem que seus defensores classificam como neutra em relação ao gênero. Entre essas mudanças, está a substituição dos termos tradicionais por expressões que buscam eliminar distinções biológicas evidentes.


Como a história demonstra repetidamente, a linguagem importa. A questão não é se as palavras moldam a cultura, mas sim quem define essas palavras. Substituir “mãe” e “pai” por “pai gestante” e “pai não gestante” é apenas uma modernização técnica da terminologia legal ou representa mais um passo na tentativa da esquerda de apagar a compreensão do design divino para a humanidade?



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