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A origem da frase ‘Em Deus nós Confiamos’ no dólar

Uma campanha iniciada por um empresário cristão do estado do Arkansas desempenhou papel importante na inclusão da expressão “In God We Trust” (“Em Deus nós Confiamos”) nas cédulas dos Estados Unidos. Décadas após a mudança, os filhos de Matthew Rothert Sr. afirmam que a trajetória do pai demonstra como uma pessoa pode influenciar a sociedade quando age movida pela fé e pela convicção de sua missão.

A origem da frase ‘Em Deus nós Confiamos’ no dólar
A origem da frase ‘Em Deus nós Confiamos’ no dólar (Foto: Reprodução)

Rothert, fabricante de móveis, presbiteriano e colecionador de moedas, relatou que a ideia surgiu durante um culto realizado em Chicago, em 21 de junho de 1953. Segundo familiares, ele acreditava que Deus o havia inspirado a defender a presença da frase nas notas de papel, já que a inscrição já aparecia em moedas americanas.


Alice Rothert Nelson, uma de suas filhas, contou que o pai considerava as cédulas um meio mais eficaz de transmitir a mensagem, por circularem em diversas partes do mundo.


“O prato da coleta estava circulando, e ele sentiu que Deus lhe dizia que as moedas tinham a inscrição ‘In God We Trust’, mas eram as notas que davam a volta ao mundo”, afirmou.


A expressão já possuía uma longa história nos Estados Unidos. Durante a Guerra Civil Americana, o pastor batista Mark Richards Watkinson enviou uma carta ao então secretário do Tesouro, Salmon P. Chase, solicitando que o país reconhecesse publicamente a soberania de Deus em suas moedas. A iniciativa resultou na aprovação de leis que permitiram a inclusão da frase em diferentes moedas americanas a partir de 1864.


Quase um século depois, em meio às tensões da Guerra Fria, Rothert retomou a discussão. Convencido de que a declaração de fé representava um contraste ao ateísmo promovido pelo regime soviético, ele iniciou uma ampla campanha de mobilização.


A primeira nota de um dólar com a inscrição “In God We Trust” entrou em circulação em 1º de outubro de 1957. No ano anterior, o Congresso já havia aprovado a expressão como lema oficial dos Estados Unidos.


Hope Rothert Taft, outra filha do empresário e ex-primeira-dama do estado de Ohio, afirmou que a sequência de acontecimentos foi vista pela família como uma demonstração da providência de Deus.

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